Notas

Liderança Segura

1

“Por que você desprezou a palavra do SENHOR, fazendo o que ele reprova? Você matou Urias, o hitita, com a espada dos amonitas e ficou com a mulher dele”.

(2 Samuel 12.9)

A segurança fornece a base para uma liderança forte. Quando nos sentimos inseguros, desviamo-nos de nossa missão sempre que surgem problemas. Devemos nos sentir seguros quando as pessoas param de gostar de nós, quando as reservas financeiras diminuem, quando a disposição de ânimo descreve uma pa­rábola descendente, ou quando nos rejeitam. Se não nos sentirmos seguros, o medo acabará nos fazendo sabotar nossa liderança.

Imagine o que teria acontecido se faltasse segurança a Natã. Davi cuidara tão bem de tudo; mais ninguém sabia o que acontecera. Além do mais, o popular Davi conduzira Israel à notoriedade entre as nações. A maioria dos israeli­tas tomaria seu partido caso ele se envolvesse em uma luta. No fim, do ponto de vista técnico, Davi armou para que um homem fosse morto em batalha pelos amonitas, mas não foi sua lança ou espada que tirou a vida de Urias. Natã tinha de sentir a mais absoluta segurança em seu plano de confron­tação, ou o tiro sairia pela culatra.

TADEL Abra mão dos seus direitos

1

Abra mão dos seus direitos

Você foi ofendido? Se sim, você está diante de uma decisão: pretende gastar seu tempo e energia com o que deveria ter acontecido, ou se concentrar no que ainda pode acontecer?

Mesmo a verdade e a justiça estando do seu lado, talvez você nunca seja capaz de corrigir as ofensas que lhe fizeram. Lutar continuamente por seus direitos só o deixará ressentido e com raiva. Essas são emoções destrutivas que exaurem nossa energia e nos tornam negativos. Além disso, quando as pessoas se concentram nos próprios direitos, é comum que estejam olhando para trás, em vez de voltarem os olhos para a frente.

 Quando paramos de nos preocupar com nossos direitos, fixamos a atenção na direção certa e nos libertamos para avançar em nossa jornada. Reconhecemos as ofensas de que fomos vítimas, porém perdoamos quem nos ofendeu. Concentramo-nos naquilo que podemos controlar — nossas responsabilidades. Agindo assim, aumentamos nossa energia, desenvolvemos nosso potencial, e nossas perspectivas se alargam.

O que é o TADEL?

O que é o TADEL?

O TADEL (Treinamento Avançado de Lideres) é feito para que lideres, vice lideres, hospedeiros e até mesmo membros da célula podem participar.

O TADEL é a ferramenta onde o líder, supervisor ou pastor possa ter um dia de reunião para ministrar uma palavra motivadora, estratégias e conduzir os lideres para a multiplicação e do ganhar vidas para o Senhor Jesus.

O TADEL pode acontecer em qualquer dia da semana, desde que entre na agenda semanal da igreja. Cada igreja terá a sua particularidade do TADEL, as vezes é a reunião dos lideres com o supervisor, com o pastor e etc, ou tem um louvor no início, uma palavra para todos e depois a multiplicação das supervisões para uma reunião específica com os lideres.

Essa estratégia é sobrenatural e muito forte, fazendo com que você possa treinar a todos, tendo um tempo de qualidade toda semana para garantir o cuidado dos lideres e a motivação deles.tadel-lideres

PERFIL E MODELOS DE UMA REUNIÃO DE CÉLULA

A célula pode ter quantas reuniões os seus membros puderem participar e concordem em ter. A ideia geral é a de que a célula reúne-se apenas uma vez por semana, no dia da reunião maior e oficial daquele grupo. Mas isto não reflete muito o perfil de uma célula saudável e florescente.

 

Uma célula saudável tem “muitas” reuniões. Cada vez que os membros se encontram, cada vez que fazem alguma atividade juntos, ali temos uma reunião. Não é preciso que se crie uma agenda rígida e cansativa. O importante é que a célula não fique presa apenas à reunião oficial. Outros ajuntamentos são extremamente importantes para manter a unidade e a motivação em alta.

 

 

EXEMPLOS DE OUTRAS REUNIÕES DA CÉLULA

 

Reunião de oração semanal, na casa do anfitrião ou na casa de outro irmão. Ali eles oram uns pelos outros, pela liderança, pelos familiares, pelos amigos não crentes, pelos alvos pessoais e coletivos, pela multiplicação, etc.;

 

Encontro para um café da manhã ou para um café da tarde na casa de qualquer dos membros ou até mesmo num local neutro, como um restaurante, shopping ou lanchonete;

 

Encontro das mulheres da célula para irem ao supermercado, ao cabeleireiro, a um aniversário, ou fazerem qualquer atividade juntas;

 

Encontro das mulheres para fazer uma visita a alguém, seja alguém da célula seja uma parente ou amiga de alguém que precisa de atenção e cuidado;

 

Encontros para visitar alguém no hospital, uma mulher que acabou de ter bebê, alguém se recuperando de cirurgia, etc.;

 

Encontro dos homens para uma atividade esportiva, um churrasquinho ou qualquer outra atividade que seja do interesse de todos;

 

Todos sentando juntos na igreja, durante o culto de celebração, como uma maneira de se manterem continuarem aquela comunhão gostosa que eles têm na célula.

 

 

RECOMENDAÇÕES PARA A REUNIÃO PRINCIPAL DA CÉLULA

 

Na reunião principal da célula, deve prevalecer a liberdade e a espontaneidade. Assim, não podemos fixar padrões rígidos para a reunião, pois é necessário seguir a direção do Espírito Santo. Ele, como o vento, não pode ficar preso a um sistema de padrões;

 

v  Haverá reuniões principais que o Espírito conduzirá para que a ênfase esteja no louvor; outras, no ensino; outras, na comunhão, e outras, numa profunda adoração e busca do Espírito Santo;

 

v   Algumas vezes a forte ênfase da reunião será a oração por libertação e cura, e, ainda noutras, a ênfase será na oração intercessória;

 

O importante é que todos aprendam a ser sensíveis e não anulem a vontade do Espírito. Portanto, a regra é que não há regras. Cada líder de célula deve procurar ouvir de Deus para cada reunião e obedecer. No entanto, é importante termos uma direção preestabelecida para que possamos nos guiar;

 

v  É bom que o líder de célula e os auxiliares cheguem algum tempo antes da reunião para terem um período juntos de oração e garantir que o local está preparado para a reunião. Isso sem dúvida ajudará na atmosfera da reunião;

 

v  Normalmente o líder de célula deve começar ou pedir para um dos auxiliares comece a reunião, com um tempo de oração. Nesse tempo, não deve haver pressa nem religiosidade, com o ministrador procurando envolver os irmãos e criando um ambiente descontraído;

 

A oração deve ser de acordo com o ambiente do grupo. Se o ambiente estiver propício para a guerra, faça oração de guerra; se o ambiente for propício para ações de graça, faça orações de ações de graça; se a célula estiver indiferente, leve os irmãos a se envolverem orando de dois em dois, uns pelos outros;

 

Outra maneira de começar a reunião é ler um trecho da Bíblia e levar os irmãos a confessar a Palavra em voz alta. Outra maneira é começar aclamando ao Senhor com gritos de exaltação, proclamando quem Deus é, e expressando nosso amor por Ele.

 

Valorizem o tempo de louvor e adoração. O Espírito somente fluirá num ambiente onde há louvor e adoração. É nessa atmosfera que Deus produz arrependimento, consagração, perdão, contrição, reconciliação, cura e libertação. É também num ambiente de adoração que a Palavra de Deus é liberada com revelação;

 

A pessoa que dirige o louvor não deve ser uma pessoa superficial, mas intensa no Senhor e com realidade de vida. Estimule as expressões físicas de louvor, como palmas, danças, brados, ajoelhar-se, erguer as mãos, mas sem forçar ninguém a isso;

 

v  Se o louvor estiver amarrado ou desafinado, é melhor parar tudo, orar ou fazer outra coisa, mas não continuem o louvor em um ambiente oprimido;

 

v  Antes de começar a facilitação do estudo, é bom dar as boas vindas aos visitantes, apresentando-os pelo nome ao grupo, mencionando a pessoa que os convidou. Seja simpático, deixe-os sentirem-se à vontade;

 

O Líder de célula deve evitar cair no erro de repregar a mensagem e falar demais. Seu papel nesta hora é levar os irmãos a falarem, procurando sempre envolver os mais calados, dirigindo perguntas especificamente a eles ou pedindo para ler um trecho bíblico;

 

A folha que contém o estudo baseado na mensagem do último domingo é normalmente repassada aos líderes de célula no TADEL. O líder deve pedir ao auxiliar principal de vez em quando conduzir o estudo, como parte prática do treinamento.

 

 

FORMATOS SUGERIDOS PARA UMA REUNIÃO EFICIENTE DE CÉLULAS NA VISÃO DO MDA

 

FORMATOS SUGERIDOS PARA DIFERENTES REUNIÕES

 

Estes formatos passarão em breve por uma reformulação geral. Estão aqui a título de exemplo.

 

Primeiro Modelo de Adultos:

 

  1. Ler um versículo dos Salmos outra porção inspirativa e logo após oração – 5 minutos
  2. Louvor e adoração (pode ser com CD) – 10 minutos
  3. Ministração da oferta – 5 minutos
  4. Descontração e testemunho – 7 minutos
  5. Palavra – 25 minutos
  6. Passar a visão – 5 minutos
  7. Avisos sobre o culto de celebração e TADEL, oração final, oração de bênção e oração pelas doações da “marcha do alimento” – 8 minutos.

___________________________

Tempo total                 65 minutos

 

  1. COMUNHÃO (com comes e bebes)

 

Segundo Modelo de Adultos:

 

  1. Descontração – 3 minutos
  2. Louvor e adoração – 12 minutos
  3. Oração pelas necessidades – 5 minutos
  4. Testemunho – 3 minutos
  5. Oferta e “marcha do alimento” – 7 minutos
  6. Palavra – 20 minutos
  7. Passar a visão – 7 minutos
  8. Conclusão e oração final – 3 minutos

___________________________

Tempo total                  60 minutos

 

9. COMUNHÃO (com comes e bebes)

Estas não são fórmulas rígidas, mas modelos sugestivos de como utilizar bem o tempo que temos para fazer uma reunião dinâmica e produtiva. A ordem não tem que ser necessariamente esta. É possível deixar o louvor mais para o final, depois da mensagem.

Só não é muito recomendável começar pelos comes e bebes. A parte da comida está colocada estrategicamente no final para encorajar o compartilhamento entre os membros e uma maior aproximação com visitantes e não crentes.

 

Não é o fim do mundo se um ou outro desses elementos tomarem um pouco mais de tempo. O líder e seus auxiliares sempre podem flexibilizar e manter controle do tempo e do desenvolvimento do “roteiro”.

 

         FORMATOS SUGERIDOS PARA DIFERENTES REUNIÕES

Terceiro Modelo de Adultos:

 

Enquanto os irmãos estão chegando, efetuar a entrega do Correio. Este “correio” é composto de cartinhas ou cartões de incentivo e entusiasmo para aqueles irmãos que andam faltando nas reuniões ou para aqueles que precisam de alguma congratulação e apoio.

 

  1. Oração inicial e marcha contra o desânimo, as enfermidades, etc.: 5 minutos
  2. Adoração – 8 minutos
  3. Avisos sobre o Culto de Celebração, TADEL, e outros eventos importantes: 5 minutos
  4. Oferta – 3 minutos
  5. Testemunhos – 5 minutos
  6. Passar a visão – 5 minutos
  7. Palavra – 18 minutos
  8. Oração de desafio – 5 minutos
  9. Oração pelas necessidades – 3 minutos

10. Oração pelos “Natanaéis” – 3

minutos

__________________________

Tempo total                60 minutos

 

11. COMUNHÃO

 

OBSERVAÇÕES GERAIS APLICÁVEIS PARA TODOS OS MODELOS:

 

q  Considerar a realização de uma reunião de planejamento, para definir como será a próxima reunião;

q  No momento de passar a visão, pode ser feita a “VISÃO RESPONSIVA”:

 

P. Qual o nome mais doce do

universo?

R. Jesus!

 

P. Qual o segundo nome mais

importante para nós?

R. Família!

 

P. Quais as três letras que estão

revolucionando o mundo?

R. MDA!

 

P. Qual a palavra que já está em todos

os cantos de Fortaleza? (Sua cidade)

R. Células!

 

P. Qual é a nossa paixão?

R. Almas!

 

P. Em tudo isso nós vamos ter o

quê?

R. Sucesso!

 

P. Por quê?

R. ISTO É SÓ O COMEÇO!

 

q  Em toda reunião da Célula deve-se falar a respeito da multiplicação, e enfatizar que todos os membros são auxiliares.

 

Se alguma coisa se tiver que ser longa na reunião da célula, que seja a comunhão, ao final. Nesse momento, sirvam qualquer lanche imediatamente após a oração final. Dessa maneira, quem precisar sair mais cedo não ficará constrangido.

Os líderes e os anfitriões devem ser bastante solícitos e atenciosos neste momento, de tal maneira que todos sintam-se em casa, à vontade e com desejo de retornar.

 

 

FORMATOS SUGERIDOS PARA DIFERENTES REUNIÕES

 

Modelo para Reunião de Jovens

 

1. Dinâmica Jovem (Ex. Berlinda,  gincana, desafio bíblico, entrevista, testemunho, dança, drama, etc.) – 10 minutos;

 

2. Louvor e adoração – 12 minutos;

 

3. Oferta e oração pelos alimentos da “Marcha do Alimento” – 5 minutos;

 

4. Compartilhar a Palavra – 15 minutos;

 

5. Avisos do Culto de Celebração, TADEL e eventos – 3 minutos;

 

6. Compartilhar a visão(multiplicação através da rede jovem) – 5 minutos;

 

7. Oração de conquista, oração pelos “Natanaéis”, e concluir com uma declaração de fé – 10 minutos.

___________________________

Tempo total                 60 minutos

 

8. COMUNHÃO – Obs.: 40% da Comunhão acontecem na célula, e 60% acontecem fora dela (isto inclui manhãs alegres, esportes, retiros, excursões, trilhas, aniversários, etc.).

 

Modelo para Reunião de Adolescentes

  1. Oração com confissão de fé, passando uma mensagem de incentivo – 5 minutos;

 

  1. Louvor e adoração com coreografias, incentivando-os a aprender danças – 10 minutos;

 

  1. Ofertas. Eu mostro o meu exemplo como ofertante, explicando de forma bem jovem – 5 minutos;

 

  1. Testemunho – Ex.: Dar uma folha em branco no início do grupo para cada pessoa escrever o seu testemunho, que será lido no final da reunião – 7 minutos;

 

  1. Palavra, com recursos audiovisuais e criatividades variadas – 20 minutos;
  2. Ler a folha do testemunho e dar ações de graças – 5 minutos;

 

  1. Oração pelos enfermos, pelos Natanaéis e pelos alimentos da “Marcha”, e ações de graças – 8 minutos.

____________________________

Total geral                  60 minutos

 

  1. COMUNHÃO

 

Lembres-se que adolescentes e jovens precisam de mais movimento, mais estímulo visual. São eles que estão constantemente expostos à mídia, à televisão, ao cinema, aos vídeos-game e à internet. Por isso não podemos apresentar-lhes somente mensagens verbais, sem dinamismo, recursos visuais, brincadeiras e interatividade.

Artes manuais, desenhos, filmes e jogos educativos são ferramentas e recursos que darão bons resultados, se forem empregados em consonância com os estudos e objetivos da célula.

 

Distribua tarefas, peça que eles mesmos se encarreguem de procurar e trazer para a reunião sugestões e atividades criativas, as quais enriquecerão os estudos e produzirão dinamismo e graça.

 

 

FORMATOS SUGERIDOS PARA DIFERENTES REUNIÕES

 

Modelo para Crianças de 0 a 8 anos

 

  1. Louvor e adoração (que pode ser com CDs infantis) – 10 minutos;

 

  1. Brincadeiras – 10 minutos;

 

  1. Oferta (ler a Bíblia na Linguagem de Hoje) – 5 minutos;

 

  1. Historinha Bíblica (logo após a historinha, é bom as crianças colorirem personagens da respectiva história) – 15 minutos;

 

  1. Passar a visão (Data da multiplicação e convidar amiguinhos) – 5 minutos;

 

  1. Orações pelos problemas das crianças e pelos alimentos da “Marcha do Alimento” – 5 minutos.

___________________________

Tempo total               50 minutos

 

  1. Muita Comunhão

 

Modelo para Crianças de 7 a 12 Anos

 

  1. Louvor e adoração com coreografias e danças – 10 minutos;

 

  1. Atividades Bíblicas (perguntas e respostas, gincanas, etc.) – 10 minutos;

 

  1. Ofertas (com explicação bem clara sobre o que é a oferta e para que serve, estimulando todos a colaborar) – 4 minutos;

 

  1. Mensagem (baseada na história contada no Culto das Crianças do domingo, que pode ser ilustrada e participativa) – 15 minutos;

 

  1. Oração pelos alimentos trazidos na “Marcha” –  5 minutos;

 

  1. Passar a visão sobre CC, TADEL, ganhar os amiguinhos, dar bom testemunho, ser obediente aos pais, multiplicação, etc. – 6 minutos;

 

  1. Oração por cada criança e pelas famílias – 5 minutos.

______

Total geral                 55 minutos

 

  1. COMUNHÃO

 

No caso da Igreja da Paz, existe um Ministério Infantil que realiza o Culto das Crianças todos os domingos. Lá as professoras e professores repassam lições, fazem atividades estimulam a participação de todos.

As células infantis também fazem proveito da dinâmica e dos materiais que são utilizados aos domingos, de forma que se mantém uma qualidade boa e unificada.

 

Dependendo da idade das crianças, varie e adapte essas sugestões de acordo com seu caso específico. É sempre bom procurar ajuda e apoio dos obreiros e líderes do Ministério Infantil, pois eles têm recursos e sugestões maravilhosos.

 

 

 

A CONSOLIDAÇÃO FEITA NA CÉLULA

 

“…foram batizados os que de bom grado receberam a Sua palavra”

(Atos 2.41)

 

Todos os membros da célula devem estar engajados na tarefa de convidar e influenciar pessoas. Esses são passos que levam a uma conversão profunda e genuína.

 

v  Sendo a conversão algo muito íntimo e pessoal, o melhor espaço para tal é um ambiente amigável e acolhedor, e nesse sentido a célula desempenha um papel fundamental. Ato contínuo deve ocorrer a integração da pessoa na vida dessa célula.

 

É muito difícil integrar na família quem ainda não nasceu. Um casal está esperando um nenê. Fazem os exames médicos que o sexo do feto esperado, menino. O casal escolhe o nome, faz todos os preparativos. O casal brinca falando do filho como se já fizesse parte da família. Mas mesmo com toda essa atitude de boa aceitação, o filho não pode ser integrado na família antes de nascer.

 

O alvo da evangelização é fazer discípulos. Muitas pessoas, pela nossa experiência, não são ganhas para Cristo na igreja, mas no ambiente da célula.

 

Muitos, quando vão à igreja pela primeira vez, já foram três, quatro ou mais vezes na reunião da célula, grupos de evangelismo ou qualquer outro evento promovido pelos irmãos.

 

Assim, quando alguém se converte na célula, podemos e devemos começar a consolidá-lo ali mesmo. Os irmãos que trabalham no Acolhimento e na Consolidação da igreja, com a toda a experiência que já acumulam dos cultos de celebração, podem fazer isso muito bem. Mas não só eles. Todos os membros da célula devem estar aptos a realizar essa tarefa, em todo e qualquer lugar.

 

O alvo desta fase da evangelização, consolidação, é o crescimento ou o desenvolvimento dos discípulos. Por isso uma consolidação firme é também baseada numa evangelização firme. Se a pessoa foi à célula, é porque o processo de evangelização já está surtindo efeito.

 

 

PASSOS FUNDAMENTAIS PARA A CONSOLIDAÇÃO NA CÉLULA

 

Iniciar o apelo com amor e cuidado, sem insistir muito com as pessoas, deixando-as à vontade, mas apontando claramente a importância de tomar uma séria decisão por Cristo;

 

Lembrar-se que muitos estão tendo o primeiro contato com o Evangelho, e nós queremos que elas voltem, por isso o apelo na célula não pode ser feito com todos os ingredientes com que é feito na igreja: nem demorado, nem direto demais: “Você, Maria das Dores, não quer entregar sua vida a Jesus agora?” A não ser que o líder tenha uma profunda convicção do Espírito Santo que deve fazer desse jeito;

 

Aconselhar a pessoa nos mesmos moldes da consolidação feita na igreja, explicando-lhe os passos essenciais da decisão de seguir a Cristo e de como caminhar Nele daqui para frente;

 

v  Fazer a pessoa repetir a oração de confissão de aceitar Cristo como seu Senhor e Salvador;

 

v  Os demais membros da célula devem abraçar e felicitar o novo decidido pela escolha feita de seguir a Jesus;

 

v  Anotar dados como endereço, telefone, melhor horário para encontrá-lo em casa, etc.;

 

Convidar o novo decidido a ir para a igreja na próxima reunião de celebração e, quando ele for, o conselheiro que o ajudou na célula, ou o líder da célula, deve sentar-se perto dele no culto, e levá-lo a confirmar publicamente a decisão já feita na célula;

 

v  De preferência, o conselheiro deve se oferecer para ir junto com o novo decidido para a igreja, seja no carro de qualquer um deles, seja de ônibus, metrô, a pé, etc. – como for mais conveniente, dependendo da região onde moram;

 

v  Não tem problema se o novo decidido passar outra vez pela orientação feita na consolidação da igreja; ele ou a pessoa que o acompanhar deve explicar que ele já tem uma célula: assim ele não será “pescado” por outras células ou redes.

 

 

Obs.: Esses mesmos passos servem para pessoas ganhas no

evangelismo pessoal, no local de trabalho ou estudo, etc..

 

 

 

ENVELOPE E RELATÓRIO DA CÉLULA

 

A célula, tal qual a igreja, é um organismo vivo, dinâmico, crescente. Por isso ela precisa de constante acompanhamento, monitoramento e cuidados, como temos estudado ao longo deste manual.

 

Dizemos que a célula é a igreja no lar. No templo, a vida da igreja flui espontaneamente, e todas as funções do corpo são desenvolvidas. No lar não pode ser diferente. Ali, toda a vida da igreja deve tomar forma. Na célula oramos pelos enfermos, confortamos os desanimados, ministramos a Santa Ceia, evangelizamos, adoramos e ministramos ofertas.

 

A célula também deve prestar contas de suas atividades para os supervisores e para a igreja. Para tanto usamos um sistema simples de relatórios em forma de envelope, o qual nos fornece todas as informações básicas necessárias para um acompanhamento semanal equilibrado. Quando queremos dados mais minuciosos, passamos um formulário mais detalhado. Contudo, esse detalhamento só é feito de maneira ocasional, para não sobrecarregar os líderes com informações que não precisam ser fornecidas toda semana.

 

O monitoramento semanal das células é feito pelo preenchimento do envelope-relatório. Esse envelope cumpre uma dupla função, como veremos a seguir.

 

 

FUNÇÃO FINANCEIRA DO ENVELOPE

Cada célula deve ter um “diácono”. Esta pessoa é responsável pelas necessidades materiais e financeiras da célula. Ele cuida das cestas básicas na célula, seja recolhendo os alimentos e preparando-os para doar para alguém da própria convivência da célula, seja levando-os para a igreja para ser repassados.

 

v  Quando vai acontecer uma comunhão do grupo, normalmente é o diácono ou diaconisa quem auxilia o líder nos preparativos, delegando tarefas, dividindo as responsabilidades, fazendo a coleta, etc..

 

v  O líder deve mobilizar a célula inteira para a grande Marcha do Amorque acontece na igreja a cada dois meses, mas o diácono deve ajudar a garantir que todos os membros sejam lembrados a doar, envolverem com alegria e paixão.

 

O diácono é o responsável por garantir que nunca faltem os envelopes amarelos na célula. Podem ser guardados com ele ou ficarem na casa do anfitrião. De qualquer maneira, eles devem estar presentes na hora da reunião.

 

v  Não precisa ser o diácono aquele que vai ministrar a oferta todas as vezes, mas ele deve garantir que ela aconteça de maneira alegre e abençoadora.

 

O envelope tem duas faces preenchíveis. A primeira contém os dados identificadores da célula, como a Rede, Região, Distrito, Áreaou Setor a que ela pertence. Deve conter também o nome do líder da célula, a data e o valor da oferta.

 

v  O nome do líder deve ser preenchido de maneira clara e legível. Caso ele seja mais conhecido por outro nome ou apelido carinhoso, usado Por todos, coloque esta forma do seu nome entre parênteses, ao lado do nome “pouco conhecido”.

 

v   Igualmente os nomes do pastor de Rede, Região, Distrito, Área e Setor (quando for o caso), devem vir de maneira clara e legível.

 

v  A data deve ser preenchida seguindo o critério dd/mm/aaaa. Isto é,dia/mês/ano. Por exemplo: 05/06/2010. Quando a célula, por uma razão excepcional, reunir-se num dia diferente, coloque esta observação no envelope.

 

As ofertas devem ser ministradas como muita alegria e empolgação, como já foi mostrado neste manual. Após o recolhimento, o diácono, sempre junto com outra pessoa, deve contar as ofertas e preencher o lado Oferta da Célula do envelope. O valor da oferta deve ser anunciado para a célula toda.

 

A ministrar, é bom lembrar a destinação das ofertas. Podem ser para um grande projeto de construção, para missões fora da sede ou simplesmente para abençoar as atividades da igreja mãe.

 

No caso específico da Igreja da Paz Fortaleza, a principal destinação das ofertas é o pagamento dos ônibus. Como os membros moram em bairros distantes e espalhados, a igreja fornece ônibus aos domingos, às terças-feiras para o TADEL, para os vigilhões uma vez por mês e para eventos especiais como o batismo e conferências.

 

O alvo é que as ofertas provenientes das células de Fortaleza cubram todas as despesas dos ônibus. Até o momento em que este material é produzido (junho de 2010), as ofertas das células cobrem pouco mais de cinquenta por cento do montante pago pelos ônibus. Cremos que num breve futuro elas não somente cobrirão todas as despesas de transporte, como ainda ajudarão em missões, sustento de obreiros locais, etc.

 

As ofertas devem ser levadas necessariamente para a igreja no próximo TADEL subsequente à reunião da célula. Podem ser levadas pelo próprio líder ou pelo diácono, mas é importante que ninguém falhe nessa responsabilidade. Não é somente pelo dinheiro (apesar de que o cuidado com o dinheiro de Deus é uma responsabilidade muito séria), mas também pelos dados que devem estar no relatório do verso.

 

v  Caso o líder da célula tenha reunião com o supervisor antes, ou caso queira levar logo no domingo anterior ao TADEL, tanto melhor. O importante é que as informações cheguem a tempo hábil, para que o bom andamento das células não sofra.

 

 

FUNÇÃO ESTATÍSTICA DO ENVELOPE

 

Toda célula tem um número de membros compromissados. Com isso não queremos dizer as pessoas que já se batizaram nas águas ou fizerem as classes de treinamento da Escola Ministerial Glória – EMG.

 

Os membros compromissados da célula são todos aqueles que congregam fielmente na célula, já tomaram a decisão de seguir a Jesus e estão sintonizados em comunhão e compromisso com os outros membros. O líder da célula e os demais auxiliares devem garantir que cada membro seja discipulado dentro da própria célula, e que também frequente o culto de celebração aos domingos.

 

Pode parecer heresia, mas é possível alguém ser membro fiel da célula e ainda não ser membro da igreja ou até mesmo salvo. “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17). Essa exposição à Palavra produz a fé salvadora, mas antes já existe comunhão, amizade, familiaridade com os demais irmãos membros daquele grupo.

 

v  Portanto, ao preencher o número de membros compromissados, tenha em mente aqueles que são assíduos e identificados com a célula, comprometidos com suas funções e com os demais irmãos.

 

Preencha também o número de visitantes. Normalmente uma pessoa só é visitante até três ou quatro vezes. Depois disso, veja com carinho se ela já não se enquadra na categoria de “membros não convertidos”.

 

v  Quando você perceber que um visitante está madurinho, já participa da ministração do estudo, seja perguntando seja respondendo, pode ser o tempo de fazer um apelo bem feito visando pescá-lo. Às vezes a pessoa está pronta, oferecendo-se para ser crente, mas ninguém entende. É preciso saber puxar as redes na hora certa.

 

E as crianças de 00 a 12 anos? Se forem poucas crianças, filhos dos membros da célula, e se a célula não tiver uma programação fixa e definida para elas (com líder próprio), então não conte esse grupinho como uma célula autônoma.

 

v  É muito comum as células apenas separarem as crianças dos adultos, e uma pessoa jovem ou adulta ajudar a cuidar delas. Normalmente há um revezamento, para que a mesma pessoa não fique perdendo a reunião principal toda semana.

 

Se for o caso acima, preencha o número de crianças no envelope.Mesmo que seja uma criança visitante, preencha neste campo de crianças de 00 a 12 anos, pois o campo de visitantes é para ser preenchido por visitantes de 13 anos para cima.

 

Existem muitas casas onde duas células se reúnem. Além da reunião principal, há uma célula infantil em outro espaço da residência. Para ser célula autônoma de crianças é preciso que tenha regularidade, programação definida, material próprio, crianças assíduas frequentadoras e um líder definido.

 

O líder da célula de crianças não pode ser membro de uma célula de adultos que se reúne no mesmo dia e local. É recomendável que ele/ela tenha outra célula (em dia diferente) de sua idade onde poderá congregar.

 

v  Ao preencher o envelope de uma célula de crianças, preencha o primeiro campo (membros compromissados presentes) apenas com o líder, ou líderes, se houver mais de um, e se ele tiver mais de 12 anos.

 

Há casos de líderes de células com 10 ou 11 anos, mas nesses casos é preciso ter sempre um adulto presente, normalmente um dos pais, um irmão mais velho ou outro parente desse líder mirim.

 

O total de presentes são todas as pessoas presentes na célula naquela reunião específica. Membros, crianças e visitantes são somados aqui. Se tiver um pastor ou supervisor da igreja na reunião, coloque-o como visitante. Qualquer outro irmão da igreja que estiver presente será somado como visitante.

 

Muita atenção para o preenchimento do número de MDAs. O número de MDAs de uma célula é composto pela quantidade de pessoas que são discipuladas pelo líder e pelos membros da célula, mesmo que não congreguem naquela célula especifica.

 

Um exemplo bem simples da contagem dos MDAs é quando o líder da célula é discipulado por alguém que não congrega com ele. Nesse caso, ele não é contado como MDA na sua própria célula, mas sim naquela onde congrega o seu discipulador.

 

v  Se o líder da célula discipula uma ou mais pessoas de outras células (normalmente do mesmo setor), essas pessoas serão contadas como MDAs aqui onde está o discipulador. Por isso é possível ter uma célula com 10 membros e 18 MDAs. Assim como é possível ter uma célula com 10 membros comprometidos, todos sendo discipulados, e ter somente 06 MDAs. Pode ser que alguns são discipulados por pessoas de outras células.

 

Todos os supervisores e pastores precisam ter uma célula onde são contados como membros. Como precisem supervisionar muitas células, eles são justificados nas suas muitas faltas em suas células. Os pastores, devido às suas muitas ocupações, só ocasionalmente participam de suas células, mas reúnem-se semanalmente numa célula chamada GD, com seus líderes.

 

v  Quando o supervisor de setor ainda tem poucas células, ou quando elas acontecem em dias diferentes da semana, fica mais fácil para ele frequentar a sua própria célula, até mesmo numa base semanal.

 

v  Na célula onde os pastores e supervisores congregam, ali são contados todos os seus MDAs, o que normalmente fará com que aquela célula tenha um número de MDAs bem maior que o número de membros.

 

v  O campo dos MDAs é para ser preenchido não pelos MDAs presentes na reunião, mas pelo número de MDAs que efetivamente existem. Quando alguém está ausente da reunião, ele não é contado comomembro compromissado presente no envelope, mas é contado comoMDA, se estiver sendo discipulado.

 

v  As ofertas e o relatório das células (os dois em um só envelope, para facilitar a vida de todo mundo), devem ser entregues para o pastor de Rede, Região ou Distrito até o TADEL. Estes, por sua vez, têm até a quinta-feira para entregá-las na tesouraria da Igreja ou secretaria das células, de acordo com a prática de cada igreja.

 

 

“Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e

transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem

também será usada para medir vocês” (Lucas 6.38 – NVI).

DÍZIMO, CELEBRAÇÃO DA REDENÇÃO

DÍZIMO, CELEBRAÇÃO DA REDENÇÃO

2173776885_1108b59098_z

REFLEXÃO: Meu Sócio

“E a pedra que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e de tudo quanto me concederes, certamente eu Te darei o dízimo” (Gênesis 28.22). Há muitos anos, quando o fabricante de doces John Huyler fundou a sua empresa, ele adotou a promessa de Jacó como sua. Indo ao banco, abriu uma conta que identificou com as iniciais “M.S.” Depositava regularmente naquela conta um décimo de sua renda. Quando lhe perguntavam o significado daquelas iniciais, Huyler respondia: “Meu Sócio.” Dando a Deus o primeiro lugar em suas transações comerciais, foi abençoado por Deus e sua fábrica prosperou de modo fenomenal. Toda semana, a obra do Senhor recebia quantias cada vez maiores de dinheiro. O valor dessas doações ficou tão grande, que espantou os sócios da empresa. O interessante é que essas contribuições iam sempre acompanhadas por um pedido de que não se fizessem agradecimentos ao doador, mas que o beneficiário louvasse a Deus somente. “Afinal de contas”, diziaHuyler, “o dinheiro não é meu; é do Senhor”. “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de Ti, e das Tuas mãos To damos” (1 Crônicas 29.14).

TEXTO: Malaquias 3.6-12

Malaquias 3.6-12: Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.

 

RESUMO DA MENSAGEM

Dízimo é um ato profético que celebra a redenção de Jesus em nossas vidas. Redenção é o resgate de uma propriedade. Jesus pagou a nossa dívida que era impagável por qualquer outro homem, por causa do pecado. Somente Jesus, homem sem pecado poderia nos resgatar. Na cruz de Cristo recebemos o resgate, a libertação da escravidão de Satanás e passamos a nos tornar propriedade exclusiva de Deus. Ele agora é o nosso Dono, nós não somos mais de nós mesmos, somos apenas mordomos, tudo pertence ao Senhor, inclusive nossas finanças. Quando entregamos os dízimos, Deus repreende o devorador, Ele mesmo entra em cena para nos guardar. Quando dizimamos estamos reconhecendo e trazendo à memória tudo que Deus fez por nós, num ato de profunda gratidão. No mundo espiritual, é como se colocássemos um “selo” em tudo que temos, declarando que tudo pertence a Jesus, e o inimigo não pode tocar. Não basta fazermos o que é certo, temos que fazer da forma certa, e quando dizimamos, ofertamos e primiciamos, precisamos ter o coração correto, de alegria, gratidão e celebração. Dessa forma, experimentaremos bênçãos em níveis muito maiores do que já temos experimentado até agora.

 

COLOQUE EM DISCUSSÃO 

  1. De acordo com a ministração, qual o significado de redenção?

Redenção significa o resgate de uma propriedade, o pagamento de uma dívida, na qual a propriedade passa a ser daquele que a resgatou. Em nossas vidas, a redenção de Jesus significa que Ele nos comprou com alto preço, com o Seu próprio sangue, nos libertando da escravidão de Satanás, passando a ser o nosso Senhor. Agora, Jesus é o Dono de tudo que somos e temos.

 

  1. O que você compreendeu sobre o significado do dízimo? O que celebramos quando dizimamos e o que estamos declarando no mundo espiritual?

Dízimo é a décima parte dos nossos ganhos que são devolvidos ao Senhor, entregues à Igreja. Ao dizimar celebramos a redenção de Jesus em nossas vidas, reconhecendo e trazendo à memória tudo que Ele fez, a libertação da escravidão de Satanás e da morte eterna. Declaramos que tudo que temos e somos passa a ser de Jesus, tem um “selo” no qual o inimigo não pode tocar.

 

  1. O pastor mencionou sobre a importância de fazer a coisa certa do jeito certo. Qual o coração correto que devemos expressar ao dizimar?

Um coração com profunda gratidão por tudo que Deus fez em nosso favor, expressão de alegria e celebração da redenção. Não pode ser por obrigação ou constrangimento.

 

  1. O que mais Deus falou ao seu coração através dessa mensagem?

Respostas pessoais e variadas.

Folha para a célula

Esboço

É impossível discutirmos a fundo as questões da nossa vida financeira e da nossa contribuição ao Senhor sem entendermos o que é a Redenção. No Livro do profeta Malaquias, no clássico texto a respeito dos dízimos, encontramos este nível de abordagem. Ao falar sobre a da retenção dos dízimos e ofertas, Deus chama isto de roubo:

“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3.8,9)

Uma abordagem do ponto de vista jurídico diria que o assunto abordado por Deus é uma questão de propriedade. Legalmente falando, envolve posse. E não há como falarmos de coisas que dizem respeito à propriedade de Deus, sem antes estudarmos a Lei da Redenção.

ENTENDENDO A REDENÇÃO

Para muitos cristãos, a palavra “redenção” não significa nada mais do que “perdão dos pecados” ou “salvação”. Mas o seu significado vai muito além disto!

A palavra “redenção” significa “resgate” ou “remissão”. Ela retrata o ato de se readquirir uma propriedade perdida. Antes de Deus estabelecer algumas verdades no Novo Testamento, Ele determinou que elas fossem primeiramente ilustradas no Antigo Testamento:

“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hebreus 10.1 – TB)

A sombra é diferente do objeto que a projeta. Assim também, o que se via nas ordenanças da Antiga Aliança eram características similares (em ordenanças “literais”) às dos princípios que Deus revelaria nos dias da Nova Aliança (práticas espirituais). Por exemplo, o ato da circuncisão deixou de ser “literal” e passou a ser uma experiência no coração (Rm 2.28,29). A serpente que Moisés levantou no deserto se tornou uma figura da obra redentora de Cristo na Cruz (Jo 3.14). Assim também, outros detalhes da Lei que envolviam comida, bebida e dias de festa, começaram a ser vistos, não como ordenanças “literais” pelas quais quem não as praticasse poderia ser julgado, mas como uma revelação de princípios espirituais, cabíveis na Nova Aliança:

“Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2.16,17)

É desta forma que precisamos olhar para a Lei da Redenção no Antigo Testamento. Durante anos Deus fez o povo praticar pela fé uma tipologia do que Ele Mesmo um dia faria conosco. Foi assim com o sacrifício do cordeiro que os israelitas repetiam anualmente em várias cerimônias; por fim, vemos João Batista apontando para Jesus e dizendo:

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29)

Paulo se referiu a Jesus como sendo o Cordeiro Pascal (1 Co 5.7). Vemos nestas passagens que as práticas repetidas por centenas e centenas de anos visavam levá-los a entenderem uma figura que só seria revelada posteriormente. Com a Redenção não foi diferente.

O Livro de Rute nos mostra Boaz resgatando (ou redimindo) as propriedades de Noemi. Ele estava readquirindo uma posse perdida.

Toda dívida tinha que ser paga. Se uma pessoa não tivesse recursos para honrar os seus compromissos, ela deveria dar os seus bens em pagamento, e, se também não fossem suficientes, ela deveria dar as suas terras. E, se isto ainda não bastasse para a quitação da sua dívida, o próprio indivíduo (e às vezes até a própria família) deveria ser dado como pagamento. Isto faria dele um escravo!

Lemos em 2 Reis 4.1-7 que uma mulher viúva teria seus filhos transformados em escravos se ela não pagasse a sua dívida. E, quando isto acontecia com alguém, só havia duas formas de esta pessoa sair da condição de escravidão: ou alguém teria que pagar a sua dívida (um redentor), ou ela teria que esperar nesta condição até que o Ano do Jubileu (que se repetia a cada cinqüenta anos; a exceção ocorria quando o escravo também era um judeu – Êx 21.2) chegasse. Veja o que a Lei dizia acerca disto:

“Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão.” (Levítico 25.25-28)

Neste texto, que fala somente da perda da terra, e não da escravidão, vemos que havia três formas de alguém recuperar as suas posses:

• a redenção (o pagamento feito por um parente);

• o perdão da sua dívida, proclamado no Ano do Jubileu;

• a sua própria possibilidade de pagar caso viesse a prosperar (o que não ocorria no caso dos escravos).

Para o escravo, porém, só havia duas formas de ficar livre: o Jubileu (já vimos que a exceção a este prazo ocorria no caso de um hebreu ter sido comprado como escravo por um outro hebreu. Neste caso ele teria que libertá-lo depois de seis anos de servidão – Êx 21.2) ou a Redenção!

A redenção era o pagamento da dívida, feito por um parente próximo. Por meio do pagamento, ele comprava de volta tudo aquilo que se perdera. Assim a pessoa que fora escravizada não mais pertenceria a quem antes ela devia, mas ao que pagava sua dívida. Por exemplo: se eu me endividasse a ponto de perder todas as minhas posses e fosse transformado num escravo, e o meu irmão me resgatasse, eu não deixaria de ser escravo! Eu somente mudaria de amo! Eu passaria a ser escravo do meu irmão, porque ele me comprou!

E qual seria o proveito disto? De que adiantaria ficar livre de um, para se tornar escravo de outro? A diferença era que o novo dono era um parente e ele pagou aquela dívida por amor (uma vez que um escravo normalmente não custava tanto), e, justamente por causa do seu amor, ele trataria o escravo com brandura, com misericórdia.

O QUE CRISTO FEZ POR NÓS

Foi exatamente isto que Jesus fez por nós! Jesus Cristo nos comprou para Deus através da Sua morte na Cruz:

“… porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5.9b,10)

O homem se transformou num escravo de Satanás ao render-se ao pecado no Jardim do Éden. A Bíblia declara que “aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2 Pe 2.19), e foi isto que ocorreu ao primeiro casal. Eles foram separados da glória de Deus e perderam a filiação divina. Adão foi chamado filho de Deus (Lc 3.38), mas esta condição não foi mantida. Quando Jesus veio ao mundo, Ele foi chamado de Filho Único de Deus (Jo 3.16), mas Ele veio mudar esta condição e passou a ser o Primogênito de muitos irmãos (Rm 8.29).

O Diabo se assenhoreou do homem e da Terra, que fora dada ao homem (Sl 115.16), e afirmou isto para Jesus na tentação do deserto (Lc 4.6). Mas Jesus veio pagar a nossa dívida do pecado, e, ao fazê-lo, garantiu a nossa libertação das mãos de Satanás:

“Ele nos resgatou do poder das trevas e nos trasladou para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a nossa redenção, a remissão dos nossos pecados.” (Colossenses 1.13,14 – TB)

Observe o termo “resgatou”, que aparece quando o apóstolo Paulo está falando que fomos transportados do Reino das Trevas e levados ao Reino do Filho de Deus. Depois, ele afirma: “no qual temos a nossa redenção”. Esta redenção foi um ato de compra, efetuado pelo pagamento da dívida do pecado:

“Tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz.” (Colossenses 2.14,15 – TB)

O Texto Sagrado revela que Jesus despojou os príncipes malignos. Segundo o Dicionário Aurélio, “despojar” significa: “privar da posse; espoliar, desapossar”. Isto nos faz questionar o que, exatamente, Jesus tirou destes principados malignos. O que eles possuíam que pudesse interessá-Lo? Nada, a não ser o senhorio sobre as nossas vidas! O despojo somos nós, que fomos comprados por Ele para Deus, e, a partir de então, passamos a ser propriedade de Deus. É exatamente assim que as Escrituras se referem a nós. Somos agora chamados de propriedade de Deus:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)

Repetidas vezes encontramos a ênfase de que o Senhor Jesus Cristo nos comprou para Si. E o preço pago foi o Seu próprio sangue!

“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1 Pedro 1.18,19)

Portanto, quando Jesus nos comprou, Ele nos livrou da escravidão do Diabo, mas nos fez escravos de Deus! Coisa alguma do que “possuímos” é de fato uma propriedade exclusivamente nossa. Nem as nossas próprias vidas pertencem a nós mesmos! Somos propriedade de Deus! Ele é o nosso Dono! Conseqüentemente, tudo o que nos pertence, é d’Ele também!

Referindo-se ao Espírito Santo em nós, Paulo O chamou de “o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus” (Ef 1.14 – ARC). Observe que o termo “herança” aparece associado aos termos “redenção” e “possessão”, pois é disto que o princípio da redenção sempre trata: o resgate da propriedade!

CELEBRANDO A REDENÇÃO

A consciência da Redenção deve provocar em nós uma atitude de gratidão e de culto a Deus. Paulo falou sobre vivermos uma vida de santidade, que é fruto desta consciência:

“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Coríntios 6.18-20 – ARC)

O apóstolo deixa claro, em três frases distintas, a ênfase de que somos propriedade de Deus. Primeiro ele afirma que não somos de nós mesmos. Depois ele declara que fomos comprados – e por um bom preço! E finalmente ele diz que o nosso corpo e o nosso espírito “pertencem” (verbo que indica posse) a Deus.

Portanto, separar-se do pecado e santificar-se para Deus é glorificá-Lo por meio do corpo. Não é um culto de palavras, mas não deixa de ser uma exaltação. É um culto de santidade e boa mordomia! Celebramos a Redenção não só por meio de cânticos, mas também de atitudes. Quando reconhecemos que Deus comprou o nosso corpo e cuidamos dele com a consciência de que ele é de Deus, estamos cultuando ao Senhor.

Da mesma forma, há um culto que é expresso não só por meio de palavras, mas também por nossas atitudes em relação às nossas finanças. Assim como Deus redimiu o nosso corpo, Ele também redimiu os nossos bens. Logo, da mesma forma como o bom uso do corpo (em santidade) glorifica a Deus, assim também o bom uso dos nossos recursos financeiros, que são de Deus, O glorifica!

A SIMBOLOGIA DO QUE JOSÉ FEZ

José comprou para Faraó todo o povo egípcio:

“Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado já pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para que a terra não fique desolada. Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.” (Gênesis 47.18,19,23)

O que aconteceu com este povo? Deixaram de pertencer a si mesmos e passaram a pertencer a Faraó! O seu gado, as suas casas, as suas terras – tudo pertencia ao rei do Egito! Eles se tornaram servos de Faraó, para cuidarem do que era dele!

O que Cristo fez conosco por meio do Seu sacrifício na Cruz foi algo semelhante. Isto é o que significa “redenção”. Originalmente éramos propriedade de Deus, mas a nossa queda e o nosso pecado nos roubaram isto. Quando Cristo pagou o preço da nossa dívida, Ele nos remiu da mão daquele que havia se tornado o nosso dono, o Diabo. Quando declaramos que somos servos de Deus, estamos reconhecendo que não pertencemos a nós mesmos, e que tudo o que temos na verdade pertence ao Senhor. Somos apenas mordomos de algo que não é nosso! Não nos atolaríamos em dívidas geradas em caprichos e excessos, se andássemos com esta mentalidade. Se sempre tomássemos decisões na área financeira, com a consciência de que os recursos empregados pertencem ao Senhor, cometeríamos menos erros.

Quando José comprou aqueles egípcios para Faraó, tudo o que era deles passou a ser de Faraó; logo, toda a renda deles deveria ir para Faraó. Mas o que fez o rei egípcio com o povo? Ele tomou tudo o que era deles? Não! Ele permitiu que eles usassem a terra e os demais recursos para que vivessem; mas, para que se lembrassem sempre que tudo o que eles tinham não era deles, um quinto da colheita (ou 20% da renda) ia para Faraó:

“Há de ser, porém, que no tempo das colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinhos.” (Gênesis 47.24)

E o que os egípcios fizeram? Ficaram reclamando e dizendo que era injusto? Claro que não! A reação deles foi justamente o contrário:

“Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! Achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.” (Gênesis 47.25)

Viver como servos de Faraó era para eles um privilégio, pois nem vivos estariam, se não fosse a intervenção do rei! Eu vejo nisto um perfeito paralelo do que Deus fez conosco. As nossas vidas e tudo o que tínhamos passaram a pertencer ao Senhor, mas Ele não queria tomar tudo de nós! Ele queria que continuássemos vivendo! Ele queria que vivêssemos melhor do que viveríamos se não fôssemos mordomos Seus. É como se Ele estivesse nos dizendo:

“Vão em frente! Usem o que é Meu para que vocês possam viver as suas vidas e continuar produzindo, mas não quero que vocês se esqueçam que vocês são apenas mordomos do que não pertence a vocês. Então, de toda a sua renda Eu quero um décimo (dízimo) para Mim, além do que vocês me darão espontaneamente!”

E sabe o que muitos crentes ainda dizem?

“Isto não é justo!”

Como isto pode ser algo injusto? Ao invés de nos regozijarmos por pertencermos a Ele e podermos servir Aquele que redimiu as nossas vidas, reclamamos muitas vezes por termos que devolver um pouco do que é d’Ele. Isto é ingratidão! É falta de compreensão do que é a Redenção!

Há pessoas que consideram os dízimos como se Deus quisesse tirar dez por cento do que é nosso. Mas esta não é a perspectiva correta. É Deus que permite que fiquemos com noventa por cento do que é d’Ele! A maioria de nós ainda não conseguiu compreender que a entrega dos dízimos é uma forma de celebrarmos a Redenção. Ao dizimarmos, não só expressamos gratidão pelo que Ele fez por nós e nos mantemos conscientes do nosso lugar em nosso relacionamento com Deus, mas também realizamos um ato profético.

UM ATO PROFÉTICO

A entrega dos dízimos é um ato profético. Semelhantemente aos israelitas que, ao celebrarem a primeira Páscoa praticaram um ato profético, assim também fazemos algo semelhante ao dizimarmos.

Deus advertiu que naquela noite o Anjo da Morte haveria de matar todos os primogênitos dos homens e dos animais no Egito (Êx 12.12). Em todas as pragas anteriores, os hebreus haviam sido poupados, mas, naquela noite, a proteção não seria automática, mas dependeria de um ato profético, com um simbolismo espiritual. Cada um deles deveria aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa aos umbrais de suas portas:

“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êxodo 12.13)

O sangue de um animal não tinha o poder de promover em si uma proteção espiritual. Ele era só um sinal, uma mensagem simbólica! Era um ato profético, por meio do qual eles reconheciam a redenção de Deus em suas vidas naquela noite e apontavam para o futuro, quando Cristo viria nos resgatar e nos proteger por meio do Seu sangue vertido na Cruz.

O interessante é que os hebreus não precisavam se proteger. Eles somente precisavam cumprir o sinal que foi estabelecido por Deus. Então, o próprio Deus cuidaria da proteção deles. Mas, se não O obedecessem, não fazendo o sinal de proteção, então a morte dos seus primogênitos seria inevitável:

“Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o Senhor aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.” (Êxodo 12.22,23)

Há algo que precisa ser entendido aqui. Deus diz: “Eu passarei pelas portas… Eu ferirei os primogênitos…” Em primeira instância, parece que é Ele fazendo tudo pessoalmente, mas não é isto o que vemos aqui. Vemos Deus determinando a execução do juízo, mas não exercendo-o sozinho e diretamente. O versículo 23 termina dizendo que Deus não permitiria que o Destruidor entrasse. Logo, quem executava as mortes não era Ele pessoalmente, mas um anjo. Vários textos do Antigo Testamento mostram enfaticamente Deus exercendo este juízo (Nm 33.4; Sl 135.8), mas a forma como Ele executou isto é o que estamos discutindo aqui.

E que anjo era este? Ele foi chamado de “Destruidor”. Curiosamente, este mesmo nome é dado ao Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é “Abadom”, e o nome em grego é “Apoliom” (ambos significam “destruidor”); e a Palavra de Deus declara que ele era o rei sobre os outros anjos que saíram do abismo (Ap 9.11)! No juízo que Deus determinou sobre a cidade de Jerusalém, o Anjo Destruidor também foi enviado (1 Cr 21.15). Satanás executa atos de juízo divino quando ele é liberado para ferir e destruir os que desobedecem. E não tenho medo de dizer que quem de fato exerceu o juízo de Deus naquela noite foi o Diabo, o Anjo da Morte.

As Escrituras dizem que um espírito maligno da parte do Senhor atormentava a Saul (1 Sm 16.14-16). Isto não quer dizer que o espírito maligno era do Céu, mas que ele foi autorizado por Deus para exercer juízo sobre quem se afastou deliberadamente do Senhor!

O sangue naquela noite era um sinal de propriedade. E o Diabo não pode ir além do sangue. Lemos em Apocalipse 12.11 sobre um grupo de fiéis que venceram a Satanás, e o texto revela que eles o venceram pelo sangue do Cordeiro! Satanás não pode tocar no que é de Deus.

Conheci pessoas que foram alcançadas por Jesus e que antes serviam aos demônios. Eu ouvi pessoalmente de algumas delas que, antes da sua conversão, elas tiveram experiências que as fizeram refletir sobre o cuidado de Deus com os Seus. Uma destas pessoas, a irmã Vilma Laudelino de Souza (hoje missionária), quando pertencia à magia negra, tentou matar uma crente com os seus trabalhos, mas o demônio disse que não poderia fazer nada contra tal pessoa, a qual, nas palavras dele mesmo, tinha um “espírito terrível”. Uma outra pessoa, o irmão Carlos (hoje pastor), quando ainda era um bruxo, tentou violar o túmulo de uma cristã, mas a entidade que lhe apareceu materializada no momento do trabalho disse que o Carlos não poderiam tocar naquele corpo, uma vez que ele pertencia a quem o próprio demônio chamou de “O Homem Lá de Cima”! Aleluia! Se até os restos mortais do crente, que sofreram decomposição, estão sob proteção divina, o que não dizer de nós hoje, de nossas famílias e bens?

Quando um hebreu estava colocando o sinal do sangue na porta, ele estava dizendo com aquele gesto que aquilo era propriedade de Deus e não podia ser tocado. E sempre que a Redenção está em questão, Deus decide defender pessoalmente o que é Seu. Foi assim na Páscoa, e é assim com os nossos dízimos hoje. Quando dizimamos, Ele Mesmo repreende o Devorador!

No momento em que o crente entrega os seus dízimos diante de Deus e de todo o reino espiritual, ele está reconhecendo a Redenção e a conseqüência de ter a Deus como seu Dono, bem como de tudo o que lhe pertence. Diante deste reconhecimento, o Senhor mesmo afasta o Devorador e protege o que é d’Ele. E o Diabo não se atreve a tentar tocar no que pertence a Deus!

Mas, quando desobedecemos o mandamento referente aos dízimos, estamos declarando que Deus não é o Dono destas quantias. E não só estamos roubando os dízimos (o que é uma apropriação indébita do que é de Deus), como também estamos nos apropriando dos noventa por cento que ficam. E, ao fazermos isto, o Diabo está de longe, assistindo tudo. Aí então ele diz: “Ah, este dinheiro não é de Deus? O que é de Deus eu não posso tocar, mas o que é seu…”

E é aí que as perdas ocorrem! Devemos fazer dos dízimos um ato de celebração da Redenção. O número dez está ligado à simbologia da Redenção. Mesmo quando ele fala de prova (nos Dez Mandamentos) ou juízo (nas dez pragas), é porque a Redenção está por trás da história. O cordeiro da Páscoa deveria ser escolhido no dia dez do mês de Abib (Êx 12.3). Ao entregarmos os nossos dízimos, devemos ser gratos pela Redenção e compreender que, através deste gesto, redimimos os noventa por cento da renda restantes para administrá-los para o Senhor.

PERDAS E GANHOS

Muitos não entendem a bênção e a maldição mencionadas por Malaquias em sua profecia. Acham que Deus ameaça os Seus filhos, para que O obedeçam por medo, mas não se trata disto!

Vimos que o Diabo não pode tocar no que é de Deus, mas ele pode tocar em nosso dinheiro quando deixamos de reconhecer a Deus como Dono de tudo o que temos. Devido ao nosso pecado de roubarmos o que é de Deus, o Maligno encontra uma brecha para nos tocar. Esta é a razão pela qual a maldição fere os que negligenciam a entrega dos dízimos. As perdas se manifestam em decorrência de uma maldição, a qual, por sua vez, entra em nossas vidas pela desobediência.

Por outro lado, a bênção proveniente da fidelidade nos dízimos também precisa ser entendida. Ela não se trata de uma recompensa por um bom comportamento, mas dos princípios que estão sendo devidamente aplicados pelo cristão. Será que há ganhos para os que dizimam? Claro que sim! Mas eles não devem ser vistos como se Deus estivesse aumentando o nosso patrimônio, e sim como uma forma de Deus aumentar o patrimônio d’Ele, sob nossa mordomia. Jesus nos ensinou um princípio que rege vários aspectos da vida cristã:

“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” (Lucas 16.10)

Se não dizimarmos o pouco que Deus nos confiou, mas O roubarmos, com uma atitude de infidelidade em nossa mordomia, Ele não nos confiará mais, pois continuaríamos sendo injustos no muito. Esta infidelidade impede a bênção financeira sobre quem retém os dízimos!

Por outro lado, quem é fiel no pouco também o será no muito. Se demonstrarmos obediência, dizimando o que já temos, Deus nos confiará mais dos Seus bens. Esta é a prova que determina quem receberá mais do Senhor e quem não receberá!

MANTENDO-NOS CONSCIENTES

Jesus instituiu uma Ceia Memorial para que sempre recordássemos o que Ele fez por nós na Cruz (1 Co 11.24,25). O Senhor conhece a nós, como também a nossa inclinação ao esquecimento do que Ele fez por nós. Portanto, Ele estabeleceu uma forma de nos manter conscientes do que Ele fez. Os dízimos também servem para este mesmo propósito. A sua relação com a Redenção deve nos manter conscientes de que Deus é o nosso Dono e que somos propriedade Sua.

Assim como a Ceia faz parte de um culto de gratidão e anuncia uma mensagem (a morte do Senhor até que Ele venha – 1 Co 11.26), assim também a entrega dos dízimos celebra a Redenção e testemunha à nossa consciência que pertencemos ao Senhor. É interessante observarmos que a primeira menção dos dízimos na Bíblia aparece justamente num contexto de redenção (Abraão resgatando o seu sobrinho Ló), juntamente com a tipologia da Ceia: Melquisedeque (que recebe os dízimos) veio ao encontro de Abraão, trazendo pão e vinho. Quando temos o Culto de Ceia na igreja que eu pastoreio, deixamos para entregar os nossos dízimos no momento em que participamos da Ceia. Assim como celebramos a Ceia, lembrando o que o Senhor fez por nós na Cruz, assim também celebramos a Redenção ao entregarmos os nossos dízimos.

Quando você entregar os seus dízimos em sua igreja local, faça-o com esta consciência. Uma atitude correta com relação ao que você oferece ao Senhor é um passo vital para você desfrutar das Suas bênçãos!

(Extraído do livro “Uma Questão de Honra“, de Luciano Subirá)